domingo, 10 de setembro de 2017

BIOGRAFIAS FADISTAS




LINHARES BARBOSA

João Linhares Barbosa nasceu a 15 de Julho de 1893 em Lisboa, no Bairro da Ajuda onde sempre viveu.
Figura incontornável do universo do Fado, a sua obra poética estima-se em mais de 3.000 versos A defesa do Fado que preconizou toda a vida - nomeadamente dos seus ambientes e seus protagonistas - a par de um imenso talento poético consagrá-lo-iam como o “Príncipe dos Poetas” vulto maior de entre os Poetas Populares do Fado.
Autodidacta, activo até 1965 - ano em que viria a falecer – João Linhares Barbosa viu os seus primeiros versos publicados no jornal “A Voz do Operário” quando contava apenas 14 anos de idade.
Mais tarde, exerceria a profissão de torneiro mecânico até à fundação do seu próprio jornal, “Guitarra de Portugal”, precisamente no dia em que completou 29 anos, no dia 15 de Julho de 1922. Este periódico viria rapidamente a assumir-se como um dos mais emblemáticos títulos de uma imprensa especializada no fado que vingou, a partir de 1910.
Nos primeiros tempos de vida da Guitarra de Portugal, João Linhares Barbosa contou com a colaboração dos amigos, também poetas populares, Domingos Serpa e Martinho d' Assunção (pai). Foi nas páginas da “Guitarra de Portugal” que, ao longo dos anos, João Linhares Barbosa defendeu o Fado, os poetas e os fadistas, dos ataques de um grupo de detractores do Fado que teve em Luiz Moita, célebre autor da obra “O Fado, Canção de Vencidos” um dos maiores expoentes.
Para além de uma vastíssima obra poética, a João Linhares Barbosa se fica a dever uma acção preponderante na reabilitação do Fado e na dignificação da carreira dos fadistas.

Fonte: Museu do Fado - Última Actualização: Setembro/2008


AUTORES DO FADO










segunda-feira, 4 de setembro de 2017

BIOGRAFIAS FADISTAS




LINA MARIA ALVES

Nascida em plena Alfama, Carolina sente o impulso de cantar, incentivada pelas colegas e amigas. Depois de abandonar os estudos comerciais, na Escola Patrício Prazeres, Lina Maria Alves estreia-se na "Urca" na Feira Popular de Lisboa, propriedade de Zé Miguel.
Foi o primeiro passo num percurso que a levou a outros espaços de Fado: "Meia-Noite", "Nova Sintra", a convite de Tristão da Silva cantou no "Patrício" e por fim integra o elenco da "Parreirinha de Alfama", local emblemático, de onde guarda as melhores recordações: "...não é por eu lá estar mas é realmente uma casa muito boa...". Esporadicamente Lina Maria era convidada a actuar no "Forcado", na "Taverna D´El Rei", na "Taverna do Embuçado" e "Nau Catrineta". A fadista recorda-nos o ambiente vivido nestes espaços e os nomes com que se cruzou: Berta Cardoso, Celeste Rodrigues, Beatriz da Conceição, Mariana Silva, e Tristão da Silva, são algumas das referências.
O seu vasto repertório está editado na forma de 8 discos de 45 rpm, 2 LP´s, 2 cassetes e um CD. Linhares Barbosa, Frederico de Brito, António José e Alberto Rodrigues são alguns dos principais poetas das letras que Lina Maria interpreta. Do seu repertório destacamos os temas: "Já te esqueci", "Cigano", "Se não me queres", entre outros sucessos.
Manteve-se sempre na sua cidade natal, onde diz estarem as melhores casas e melhores vozes: "O Fado para mim é uma coisa muito bonita, sinto-o quando alguém está a cantar (...) Argentina, Fernanda Maria, Maria da Fé, Tina, pessoas que cantam bem e saí de lá de dentro mesmo”, confessa-nos.
A sua voz "despede-se" para sempre, no dia 05 de Novembro de 2007, deixado mais pobre a esfera fadista, nomeadamente o elenco da "Parreirinha de Alfama".

Fonte: Museu do Fado - Última actualização: Novembro/2007